Segunda vai dar o que falar

Terminou pouco depois das 20h (hora de Brasília) desta sexta-feira, 30, o quarto dia de julgamento do médico Conrad Murray, acusado do homicídio culposo – quando não há intenção de matar – de Michael Jackson. A última testemunha ouvida foi a médica Richelle Cooper, que chefiava a equipe que atendeu Michael Jackson no hospital para o qual o cantor foi levado pelos paramédicos que o atenderam em sua casa.

Segundo Richelle, Michael chegou sem vida ao local. Ela contou que conversou com Murray e que ele afirmou que Michael não tinha nenhum problema de saúde, apenas estava desidratado e muito cansado. Conrad Murray também afirmou que o astro do pop só havia tomado Lorazepan, um remédio para dormir. Ao insistir com a pergunta, o médico pessoal do cantor acrescentou que ele tomava Flomax, um remédio para o aumento da próstata, e Valium, um tranquilizante. Não mencionou o analgésico Propofol, cuja overdose causou a morte do artista.

Os paramédicos

Antes de Richelle depuseram Martin Blount e Richard Sennef, os paramédicos que atenderam ao chamado de emergência vindo da mansão de Michael Jackson, em 25 de junho de 2009.

Blount afirmou que assim que conseguiram colocar Michael Jackson na ambulância ele percebeu que Murray colocou frascos de Lidocaína (substância utilizada para tratar arritmias cardíacas e dor local) dentro de uma bolsa.

De acordo com Blount, o médico pessoal do cantor teria dito que Michael havia desmaiado “um minuto antes da chegada” dos paramédicos.
Sennef, o primeiro paramédico a ser ouvido nesta sexta, afirmou que, se Murray tivesse ligado para o 911 (número da emergência nos Estados Unidos) assim que Michael passou mal, o cantor poderia ter sido salvo.

Além dos paramédicos também depuseram nesta sexta mais duas testemunhas: Robert William Johnson, um especialista em equipamento médico, e Robert Russell, um ex-paciente de Murray. O julgamento de Conrad Murray será retomado nessa segunda-feira, 3, em um tribunal em Los Angeles.

Fonte

Filhos de MJ têm evitado acompanhar julgamento de Conrad Murray, diz site
A mãe do cantor e avó das crianças está aliviada pela falta de curiosidade.
Segundo o site TMZ, Prince, Paris e Blanket Jackson, filhos de Michael Jackson, se impuseram uma autocensura com relação ao julgamento de Conrad Murray, que começou na última terça-feira, 27, em Los Angeles. O médico está sendo acusado do homicídio culposo – quando não há intenção de matar – do cantor.

De acordo com uma fonte do site, o julgamento é muito doloroso para as crianças e as faz reviver a morte do pai, principalmente para Prince e Paris que viram toda a movimentação na casa da família em 25 de junho de 2009.

Mãe de Michael e avó das crianças, Katherine Jackson estaria aliviada pelo fato de as crianças não terem curiosidade de acompanhar o julgamento, ainda mais depois de o promotor do caso, David Walgren, ter mostrado no tribunal uma foto de MJ morto. Katherine ficou chocada com a imagem do filho.

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